sábado, 15 de setembro de 2007

Por Entre A Fresta

Uma porta, entreaberta, olho por entra a fresta e vejo uma sublime moça que dança; rodopios e saltos sozinhos a acompanham. Que dança triste. Por entre a fresta vejo uma queda, sim, a moça caiu. Encenação! Levanta e dança novamente; mais rodopios. Como rodopia essa moça, parece feita de ar: movimentos suaves; delicados.
Abro mais a porta e olho. Queda! Que bela queda! Acabou a dança; ela se foi. Não por esta porta que cá estou, mas por uma outra ao fundo. E eu fiquei aqui, olhando uma sala vazia; onde tinha uma jovem moça que dançava agora está vazia. E eu continuo aqui olhando por entre a fresta.

1 Comment:

suelen said...

re vc sempre coloca uns textos mt profundos, mas esse, é bem sensual tmb. tô falando que vc tá apaixonado..........